sexta-feira, 9 de março de 2012

Liga de lésbicas pede, e TJ-RS retira crucifixos de prédios


FONTE: http://noticias.terra.com.br 

06 de março de 2012  18h27


O Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) decidiu acatar, nesta terça-feira, pedido da Liga Brasileira de Lésbicas e de outras entidades sociais pela retirada dos crucifixos e símbolos religiosos nos espaços públicos dos prédios da Justiça gaúcha. A decisão, proferida na primeira sessão do ano do conselho, foi unânime.
O relator da matéria foi o desembargador Cláudio Baldino Maciel, que afirmou que o julgamento feito em uma sala de tribunal sob um "expressivo símbolo" de uma igreja e de sua doutrina "não parece a melhor forma de se mostrar o Estado-juiz equidistante dos valores em conflito". Segundo o relator, resguardar o espaço público do Judiciário para o uso somente de símbolos oficiais do Estado é o "único caminho que responde aos princípios constitucionais republicanos de um Estado laico, devendo ser vedada a manutenção dos crucifixos e outros símbolos religiosos em ambientes públicos dos prédios".
A sessão foi acompanhada por representantes de religiões e de entidades sociais. Nos próximos dias, será expedido ato determinando a retirada dos crucifixos.
Em fevereiro deste ano, a Liga Brasileira de Lésbicas protocolou na presidência do TJ-RS um pedido para a retirada de crucifixos das dependências do tribunal de foros do interior do Estado. O processo administrativo foi movido em recurso a decisão de dezembro do ano passado, da antiga administração do TJ-RS. Na época, o Judiciário não acolheu o pedido por entender que não havia postura preconceituosa na manutenção dos símbolos.


Júlio Servo | www.caminhandosobreaterra.blogspot.com |

quinta-feira, 8 de março de 2012

Obsessão antiamericana à ala façon du Brésil


FONTE: WWW.MIDIASEMMASCARA.ORG


“La libertad, los europeos occidentales conocieron a partir de la entrada de los tanques Sherman en 1945 y de los dólares del Plan Marshall. Por segunda vez en el siglo, Europa Occidental era salvada de los europeos por los americanos.”Armando Ribas, Entre Cowboys y Jacobinos
“Sim, vou falar da intervenção militar americana em outros países, de como eles invadiram a Europa em 1944 e o mal que fizeram aos franceses e demais europeus”.Carlos Lacerda, a um repórter francês que lhe perguntara se ele iria falar da intervenção americana no Brasil em 1964
Há algum tempo surgiu na internet, e foi fartamente distribuído, um email sobre aviões americanos numa suposta ação na Amazônia, “espalhando sei lá o que para matar sei lá quem”, como escreveu um correspondente que entende do riscado, prosseguindo: “esse besteirol foi feito por gente que nem é capaz de perceber que não existe esse tipo de vegetação no Brasil, que ela é tipicamente americana. Só para explicar, esse avião é um mata mosquito do Aerial Spray Squadron, da USAF, a força aérea americana, e o que ele estava fazendo era o seu trabalho rotineiro de pulverização de inseticida para matar larvas de mosquito. Esse lugar das fotos especificamente é no delta do Rio Missouri, mas eles fazem isso em todas as regiões americanas aonde há necessidade desse tipo de trabalho. Se ao invés de criar esse tipo de hoax, os imbecis que fazem isso usassem o seu tempo e o seu esforço para dar uma força e muita moral para a FAB, a Força Aérea Brasileira, para que ela ganhasse equipamentos e recursos para também poder fazer isso nas regiões de risco do Brasil, essas epidemias de dengue e de outras doenças transmitidas por mosquitos, certamente se reduziriam bastante”.
Perguntas feitas por um realista oficial brasileiro na reserva: como seria o re-abastecimento da aeronave? Havia um porta-aviões fundeado no Solimões? Será que o SIVAM é tão incompetente assim que permitiria esse vôo e ainda o fotografou e nada fez?
Talvez estivessem lá para filtrar a água dos rios e depois levar para os gringos. Pois esta é outra falácia nacionalisteira baseada nos mesmos estudos “científicos” que terrificam o mundo com a mentira do aquecimento global: a água potável está acabando no mundo e as “grandes potências” estão de olho nos riquíssimos aqüíferos Amazônico e Guarani. Como resultado do tal “aquecimento” os cariocas vêm tendo o verão mais ameno desde que aqui cheguei há 42 anos e a Europa está coberta de gelo, batendo recordes de temperaturas negativas! Dá para acreditar nestes caras? Pois são os mesmos que criaram a mentira de que a água potável está acabando! E nossos nacionalistas acreditaram porque isto coloca o Brasil no alto do ranking mundial em alguma coisa que não seja carnaval ou futebol. Já perguntei, e fiquei sem resposta, o que as tais potências farão com nossa água? Mudar-se-ão todos para Manaus, Santarém, Foz do Iguaçu e Uruguaiana? Levarão a água de avião? Construirão um enorme aqueduto da Ilha de Marajó a Nova Iorque e Londres?
Lembram da explosão do foguete brasileiro lançado de uma base do nordeste? Pois é, não foi incompetência, mas havia um navio americano por perto. Pronto: os invejosos americanos que não sabem construir foguetes espaciais derrubaram o nosso. Provavelmente emitiram raios malvados para derrubar nossa pioneira missão espacial! Não estou brincando, assim foi interpretado mesmo!
O pior é que eu recebi estas maluquices de vários militares da reserva, das três armas, além de alguns civis, como se fosse verdade, num tom medroso e raivoso! Patriotismo, à custa de paranóia xenofóbica, é fascismo e honra Stalin, Hitler e Mussolini, e nunca a Caxias, Deodoro e Eduardo Gomes. Muito menos a Castello Branco e Médici.
Segundo Revel (1), “o antiamericanismo repousa numa visão totalizante, senão totalitária, na qual se pode reconhecer a cegueira passional no sentido que deu Littré (2), a certas palavras: “imagem vã na qual acreditamos, por medo, por sonho, por loucura ou por superstição”. Quem faz isto acredita na ridícula tese de Celso Furtado, a de que os atentados de 11 de setembro teriam sido praticados pela direita dos EUA e as declarações de Leonardo Boff ao jornal O Globo, de que "estava desolado por apenas um avião ter sido lançado sobre o Pentágono: ele teria desejado ver vinte e cinco”. Furtado e Boff não são companhias recomendáveis para bravos chefes militares que nos livraram dos comunistas em 64.
Littré deixou de mencionar a burrice, a imbecilidade, a idiotice e, principalmente a inveja! Sim, a inveja de quem sabe que basta um único porta-aviões da classe Nimitz para destruir no solo toda a FAB, no mar toda a Marinha Brasileira e quem quer que o Exército a eles oponha.
Senhores nacionalistas e patriotas, voltem suas armas para quem realmente corrói o poder de nossas FFAA: o conluio fascista tucano-petista, que faz corpo mole à compra de 12 míseros aviõezinhos para defender nosso imenso território e põe em banho-maria a construção do nosso primeiro submarino nuclear e o re-equipamento do Exército. O inimigo não está lá no Norte, mas entre nós. Parem de invejar o que os outros têm e tratem de fazer do nosso país uma Nação potente para enfrentar as reais ameaças que nos rondam, pois a inveja destrói muito mais ao invejoso do que ao invejado!

Notas:
(1) L’Obsession Anti-Américaine, 2002
(2) Émile Littré, autor do Dictionnaire de la langue française, 1877

quarta-feira, 7 de março de 2012

Agência Atômica não tem certeza se programa nuclear do Irã é pacífico



Júlio Servo | www.caminhandosobreaterra.blogspot.com |

FONTE: http://ianoticia.blogspot.com


O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica, Yukiya Amano, disse nesta segunda-feira que sua organização não podia ter certeza se o programa nuclear do Irã não tem objetivos militares. 
"A agência não pode fornecer garantias credíveis sobre a ausência de material nuclear não declarado no Irã e, portanto, concluir que todo o material nuclear do Irã é voltado para atividades pacíficas", afirmou Amano, de acordo com uma cópia de seu discurso durante uma reunião a portas fechadas com o conselho diretivo da agência nuclear de 35 nações.



Amano disse que desde o ano passado o Irã havia triplicado a produção mensal de urânio com alto grau de enriquecimento.


Fonte: Reuters





terça-feira, 6 de março de 2012

Putin e suas ideias

Júlio Servo | www.caminhandosobreaterra.blogspot.com |




Posted In Internacional - By Holofote.Net On domingo, março 4th, 2012 With
Vencedor das eleições presidenciais da Rússia realizadas neste domingo (04/mar), Vladimir Putin (foto), falou, quando em campanha eleitoral, além de outros assuntos, sobre o papel da Rússia no cenário mundial e defendeu uma nova ordem mundial na geopolítica do planeta.
Abaixo um extrato do que falou Putin:
“A Rússia tem geralmente o privilégio de conduzir uma política externa independente e é isso que vai continuar a fazer. Além disso, estou convencido de que a segurança global só pode ser alcançado através da cooperação com a Rússia e não por tentativas de empurrar para o fundo, enfraquecer a sua posição geopolítica ou comprometer suas defesas.
Nossos objetivos de política externa são de natureza estratégica e não são baseadas em considerações oportunistas. Eles refletem o papel único da Rússia no mapa político mundial, bem como seu papel na história e no desenvolvimento da civilização.
Eu não tenho dúvida de que vamos continuar no nosso curso de construtivo para melhorar a segurança global, renunciar confronto, e os desafios do contador como a proliferação de armas nucleares, conflitos regionais e crises, terrorismo e tráfico de drogas. Faremos tudo que pudermos para ver que a Rússia dispõe das mais recentes conquistas no progresso científico e técnico e auxiliar nossos empresários em ocupar o seu lugar no mercado mundial.
Faremos o possível para garantir uma nova ordem mundial, que reúne atuais realidades geopolíticas, e um que se desenvolve de forma harmoniosa e sem agitação desnecessária”.
Uma reforma constitucional elevou de quatro a seis os anos de mandato, de modo que Putin pode concorrer novamente em 2018, permanecendo, assim, no poder até 2024. Putin já declarou que considera a possibilidade de tentar a reeleição em 2018 como algo “normal, se tudo estiver funcionando, e o povo gostar”.
Putin foi eleito com mais de 60% dos votos.
Fonte: En.Rian.Ru, com adaptações de Holofote.Net

segunda-feira, 5 de março de 2012

Ferreira Gullar abre o jogo sobre Yoani Sánchez




Poeta critica  a negativa do Governo cubano de impedir a jornalista de sair do país pela 19ª vez. 
FONTE: WWW.RODRIGOCONSTANTINO.BLOGSPOT.COM

Um sonho que acabou

FERREIRA GULLAR, FOLHA DE SP

É com enorme dificuldade que abordo este assunto: mais uma vez -a 19ª- o governo cubano
 nega permissão a que Yoani Sánchez saia do país. A dificuldade advém da relação afetiva e
 ideológica que me prende à Revolução Cubana, desde sua origem em 1959.

Para todos nós, então jovens e idealistas, convencidos de que o marxismo era o caminho 
para a sociedade fraterna e justa, a Revolução Cubana dava início a uma grande transformação 
social da América Latina. Essa certeza incendiava nossa imaginação e nos impelia ao trabalho 
revolucionário.

Nos primeiros dias de novo regime, muitos foram fuzilados no célebre "paredón", em
Havana. Não nos perguntamos se eram inocentes, se haviam sido submetidos a um 
processo justo, com direito de defesa. Para nós, a justiça revolucionária não podia 
ser questionada: se os condenara, eles eram culpados.

E nossas certezas ganharam ainda maior consistência, em face das medidas que favoreciam 
aos mais pobres, dando-lhes enfim o direito a estudar, a se alimentar e a ter atendimento médico
 de qualidade. É verdade que muitos haviam fugido para Miami, mas era certamente gente
 reacionária, em geral cheia da grana, que não gozaria mais dos mesmos privilégios na nova 
Cuba revolucionária.

Sabíamos todos que, além do açúcar e do tabaco, o país não dispunha de muitos outros recursos
 para construir uma sociedade em que todos tivessem suas necessidades plenamente atendidas. 
Mas ali estava a União Soviética para ajudá-lo e isso nos parecia mais que natural, mesmo quando
 pôs na ilha foguetes capazes de portar bombas atômicas e jogá-las sobre Washington e Nova York.
 A crise provocada por esses foguetes pôs o mundo à beira de uma catástrofe nuclear.

Mas nós culpávamos os norte-americanos, porque eles encarnavam o Mal, e os soviéticos, o Bem. 
Só me dei conta de que havia algo de errado em tudo isso quando visitei Cuba, muitos anos depois, e 
levei um susto: Havana me pareceu decadente, com gente malvestida, ônibus e automóveis obsoletos.

Comentei isso com um companheiro que me respondeu, quase irritado: "O importante é que aqui 
ninguém passa fome e o índice de analfabetismo é zero". Claro, concordei eu, muito embora aquela
 imagem de país decadente não me saísse da cabeça.

Impressão semelhante -ainda que em menor grau- causaram-me alguns aspectos da vida soviética,
 durante o tempo que morei em Moscou. O alto progresso tecnológico militar contrastava com a má 
qualidade dos objetos de uso. O que importava era derrotar o capitalismo e não o bem-estar e o 
conforto das pessoas. Mas os dirigentes do partido usavam objetos importados e viam os filmes ocidentais
 a que o povo não tinha acesso.

Se a situação econômica de Cuba era precária, mesmo quando contava com a ajuda da URSS, muito
 pior ficou depois que o socialismo real desmoronou. É isso que explica as mudanças determinadas 
agora por Raúl Castro.

Mas, antes delas, já o regime permitira a entrada de capital norte-americano para construir hotéis, que
 hoje hospedam turistas ianques, outrora acusados de transformar o país num bordel. Agora, o governo
 estimula o surgimento de empresas capitalistas, como o faz a China. Está certo desde que permita
 preservar o que foi conquistado, já que a alternativa é o colapso econômico.

Tudo isso está à mostra para todo mundo ver, exceto alguns poucos sectários que se negam a admitir
 ter sido o comunismo um sonho que acabou. Mas há também os que se negam a admiti-lo por impostura
 ou conveniência política.

Do contrário, como entender a atitude da presidente Dilma Rousseff que, em recente visita a Cuba, 
forçada a pronunciar-se sobre a violação dos direitos humanos, preferiu criticar a manutenção pelos 
americanos de prisioneiros na base aérea de Guantánamo, o que me fez lembrar o s
eguinte: um norte-americano, em visita ao metrô de Moscou, que, segundo os soviéticos, não 
atrasava nunca nem um segundo sequer, observou que o trem estava atrasado mais de três 
minutos. O guia retrucou: "E vocês, que perseguem os negros!".

A verdade é que nem eu nem a Dilma nem nenhum defensor do regime cubano desejaria viver 
num país de onde não se pode sair sem a permissão do governo.



Londres perderá Malvinas se Argentina tomar base aérea, diz General

Júlio Servo | www.caminhandosobreaterra.blogspot.com |


Abaixo este artigo que li hoje no.http://ianoticia.blogspot.com



O Reino Unido perderá as Malvinas se a Argentina tomar a base aérea das ilhas, que ficaram vulneráveis devido aos cortes do orçamento de defesa, afirmou o comandante das forças terrestres britânicas durante a guerra de 1982.
Em meio a uma crescente tensão entre os dois países pela soberania do arquipélago, o general de divisão Julian Thompson declarou que diferentemente de 30 anos atrás, o Reino Unido não pode defender as ilhas ao carecer atualmente de um porta-aviões.
"Os argentinos têm uma brigada de infantaria de marines. Têm uma brigada de paraquedistas e algumas boas forças especiais", declarou o militar em uma entrevista ao jornal Times.
"Tudo o que precisam fazer é levar esta gente às ilhas durante o tempo necessário para destruir os aviões Typhoon (da Royal Air Force) e será o final", acrescentou.
Segundo o general de brigada, se as forças argentinas destruírem ou se apoderarem da única base militar das ilhas, a de Mount Pleasant, a cerca de 50 km da capital, a única solução seria enviar uma força naval, como decidiu fazer a então primeira-ministra Margaret Thatcher há 30 anos.
Salvo que nesta ocasião não teria porta-aviões, já que o último, o HMS Ark Royal foi retirado de serviço em dezembro de 2010, à espera da construção de dois novos que estarão prontos até 2020. "É preciso levar seu próprio apoio aéreo e não se pode fazer isso sem um porta-aviões. Fim da história", disse Thompson na entrevista.
A advertência do general de brigada ocorre em meio a uma nova escalada verbal entre Argentina e o Reino Unido pelas Malvinas, a menos de um mês do 30º aniversário do início do conflito que em 74 dias a partir do dia 2 de abril de 1982 deixou 649 argentinos e 255 britânicos mortos.
Londres, que controla as ilhas desde 1833, convocou na semana passada o máximo representante diplomático da Argentina na capital britânica para pedir a ele explicações pelas crescentes tentativas de bloquear as exportações britânicas e a decisão de negar o acesso a dois cruzeiros no porto argentino de Ushuaia (sul).
A Argentina, que insiste em resolver a disputa de soberania pela via diplomática, também denunciou recentemente a "militarização" do Atlântico Sul por parte do Reino Unido após o anúncio do envio iminente de um moderno destróier à região e a mobilização do príncipe William para uma missão como piloto de helicópteros de busca e resgate.

Fonte: The Times

Relativismo Totalitário



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Por Eguinaldo Hélio de Souza
Precisamos entender um pouco nossa civilização, que um dia foi chamada de cristã e que dia após dia torna-se um mais anticristã.
Primeiro veio a liberdade de pensamento, de expressão, de religião. Cada um podia pensar o que quisesse, dizer o que bem entendesse, crer em qualquer coisa. E assim nosso mundo tornou-se um multiverso, com centenas de ideias e crenças diferentes e distintas. Nenhum problema. Até aqui, tudo bem.
De repente, alguém disse que o pensamento e as crenças do outro estavam errados e que suas palavras também estavam errados. Então surgiu alguns e começaram a dizer que nada estava errado porque tudo era relativo. Não havia preto ou branco, só cinza. Bem ou mal dependia do conceito de cada um. Também não havia nenhuma certeza em religião alguma. Todas estavam certas.
Parecia uma boa saída para que religiões e opiniões diferentes pudessem caminhar juntas sem se chocarem. Todo mundo estava certo, não havia verdades absolutas para serem defendidas. Sem perceber, essa filosofia, chamada relativismo, matou a verdade onde quer que ela se encontra-se. A verdade é absoluta por sua própria natureza. É como a esfericidade do globo ou a redondeza do círculo. Se tirarmos o absoluto da verdade não existe mais nada.
O cristianismo se sustenta sobre o fato da verdade absoluta. Suas afirmações são definitivas. Jesus é a Verdade com "V" maiúsculo e não uma entre tantas verdades que temos por aí. Só Nele há salvação e em nenhum outro (Atos 4.12). A Bíblia é a Palavra de Deus, onde a estrutura da realidade é devidamente representada e suas normas morais são indiscutíveis e definitivas. Os mandamentos de Deus são o fundamento absoluto do certo e o do errado.
Com o relativismo nossa sociedade pluralista foi se tornando cada dia menos cristã e agora vai se tornando cada dia mais anticristã. Os valores morais e espirituais do cristianismo, por serem absolutos, vão sendo sufocados por políticas estatais que não se ajustam a tal relativismo. Pelo menos em três áreas isso é visível

Relativismo moral

Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo! (Isaías 5.20)
O certo e o errado não possuem mais um padrão absoluto. Antes ele até poderia ser estabelecido pela maioria, mas agora as minorias também podem impor suas normas morais através de ações políticas. Basta lembrar do gayzismo, esse movimento que está tentando transformar uma prática sexual condenada universalmente no mundo e na história em uma casta privilegiada que não pode ser criticada de forma nenhuma. Uma ação que um dia foi crime hoje criminaliza quem a condena.
O mesmo podemos dizer da bruxaria. Outrora definia práticas demoníacas e condenáveis. Hoje seus praticantes a ensinam para crianças e adolescentes até com certo glamour.
O cristianismo vai sendo discriminado por condenar práticas imorais, demonstrando que existe o certo e o errado.

Relativismo cultural

"Quando entrarem na terra que o SENHOR, o seu Deus, lhes dá, não procurem imitar as coisas repugnantes que as nações de lá praticam. (...) O SENHOR tem repugnância por quem pratica essas coisas, e é por causa dessas abominações que o SENHOR, o seu Deus, vai expulsar aquelas nações da presença de vocês (Deuteronômio 18.9, 12)
As culturas foram sacralizadas, isto é, tudo nelas se tornou intocável. Quando o cristianismo começou a singrar os mares, o canibalismo, o infanticídio e a queima de viúvas sobre os túmulos dos maridos foi abolido. Entendia-se que aqueles elementos eram errados porque eram condenados pela revelação divina na Palavra de Deus.
Se fosse hoje os europeus seriam criticados e criminalizados por se escandalizar com os sacrifícios humanos dos astecas, por exemplo. Os antropólogos condenam qualquer atividade missionária, pois, isso alteraria a cultura indígena. O infanticídio comum entre certas tribos não pode ser proibido porque é "cultural". Todo mal é cultural. E nem todos os aspectos de uma cultura são aprovados por Deus.
O cristianismo vai aos poucos sendo marginalizado por colocar Deus acima da cultura.

Relativismo religioso

Irmãos, o desejo do meu coração e a minha oração a Deus pelos israelitas é que eles sejam salvos. Posso testemunhar que eles têm zelo por Deus, mas o seu zelo não se baseia no conhecimento. (Romanos 10.1, 2)
Absolutamente, só H2O forma a água. Dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Nada diferente disso será água, pelo menos não como a conhecemos naturalmente. A realidade tem uma estrutura absoluta.
Mas no trato com as coisas espirituais o relativismo quer igualar tudo. Tanto faz se uma religião prega o amor ao próximo e o sacrifício em favor dos outros, como faz o cristianismo ou se fura um boneco para destruir a vida do inimigo, como no Vodu. Todas as religiões têm o mesmo valor.
Na Inglaterra um presidiário ganhou o direito de praticar o satanismo na cadeia. É a liberdade religiosa.
Qualquer crítica que o cristianismo faça à outras religiões começa a ser considerado ofensa grava. Em alguns lugares dos EUA já não se pode falar Feliz Natal para não ofender adeptos de outras religiões. Em certos países pregar o Evangelho é proselitismo e é considerado ilegal. E não estamos falando de países muçulmanos, mas daqueles que um dia foram chamados de cristãos.
O cristianismo está sendo condenado por se declarar único caminho capaz de ligar o homem a Deus. Seu exclusivismo choca-se com o relativismo secular.
Os absolutos do cristianismo estão se chocando com o relativismo secular. E o secularismo é a filosofia oficial dos Estados. Isso significa que cada vez mais o cristianismo será tolhido pelas políticas estatais. Leis anticristãs se tornarão cada vez mais influentes. Essa é a nossa situação.
Urge uma resposta nossa. E essa resposta depende de nossa visão de cristianismo e de mundo. Deus nos ajude a tomarmos as atitudes certas.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Israel moderno: o maior milagre da história humana?



FONTE: WWW.JULIOSEVERO.COM

Exclusivo: Joseph Farah repreende os cristãos que não são gratos pelo fato de que o Salvador é judeu

Se você acredita na Bíblia, como eu acredito, o retorno de Israel como nação depois de 2.000 anos é um milagre maior do que o milagre que ocorreu com a saída do povo de Israel do Egito.
É isso o que Deus diz em Jeremias 16:14-15:
“Portanto, eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que nunca mais se dirá: Vive o SENHOR, que fez subir os filhos de Israel da terra do Egito”.
“Mas: Vive o SENHOR, que fez subir os filhos de Israel da terra do norte, e de todas as terras para onde os tinha lançado; porque eu os farei voltar à sua terra, a qual dei a seus pais.”
Pense nisso.
A restauração da nação de Israel em 1948 e o ajuntamento dos judeus dispersos de todas as partes do mundo é um milagre maior do que todos os seguintes milagres:
* a divisão do mar Vermelho;
* o maná do céu;
* a água das rochas;
* a entrega da lei no monte Sinai.
Penso que a maioria dos cristãos e judeus do século 21 não aprecia de modo pleno o que significa serem testemunhas de tal milagre estupendo.
Às vezes quando lemos a Bíblia zombamos da cegueira que o povo do passado demonstrava para o que estava ocorrendo na época. Mas acho que somos tão culpados quanto eles — talvez até mais.
O milagre do ajuntamento é maior do que os milagres da saída do povo de Israel do Egito. Quem diz isso não sou eu. É o Senhor quem diz isso. E é um milagre que tivemos o privilégio de experimentar de primeira mão. Mas esse privilégio vem com uma responsabilidade — a responsabilidade de reconhecer o que Deus está fazendo e reconhecer sem demora que foi uma obra poderosa.
Os Estados Unidos têm hoje muitos cristãos que não entendem isso. Eles não estão ficando do lado dos filhos de Israel, nossos irmãos cuja aliança experimentamos e vivemos pela virtude de sermos enxertados, como Paulo explica no livro de Romanos.
Os cristãos que não mostram gratidão por estarem conectados a esse milagre são cristãos que em última análise não são gratos pelo presente da salvação e redenção oferecido ao mundo inteiro. Eles não são completamente gratos por quem é seu Senhor e Salvador — por que Ele veio e que Ele está voltando!

Eles não são gratos pelo lugar que Ele escolheu para voltar.
Ele não estará indo para Washington, D.C., para governar o mundo. Ele estará indo para Jerusalém.
Quando e por que Ele estará vindo? Ele estará vindo num tempo em que Israel estará enfrentando desastre, e Ele estará vindo para salvar Israel.
A teologia da substituição não é apenas uma teologia perigosa. É uma teologia rasa — é uma teologia que tentou interpretar a maior parte da Bíblia como irrelevante e retratar Deus como um quebrador de alianças que muda de ideia e até Sua personalidade.
Mas hoje boa parte das igrejas está confusa sobre quem somos como crentes e a rica herança bíblica que serve como o alicerce da nossa fé e nossa esperança.
Alguns cristãos não têm certeza se nosso Salvador estará mesmo voltando — sem mencionar que duvidam que Ele estará voltando para salvar e preservar Israel.
Alguns cristãos estão confusos sobre se o moderno milagre de Israel é verdadeiramente uma manifestação profética.
Alguns cristãos até veem mais conexão entre sua fé e o islamismo do que veem entre sua fé e o judaísmo, muito embora o Cristianismo não faça sentido fora do contexto da promessa messiânica do Deus de Abraão, Isaque e Jacó.
Cabe a todos nós como crentes ler e estudar as ricas e abundantes passagens das Escrituras que lidam com a Segunda Vinda, pois suspeito que haverá crentes despreparados e pegos de surpresa.
Muitas pessoas não compreenderam nem enxergaram a primeira vinda dEle porque estavam antecipando um rei conquistador. Suspeito que muitos cristãos não reconhecerão o rei conquistador quando Ele voltar porque estarão antecipando, em vez disso, um servo sofredor.
O que Yeshua vai fazer quando voltar?
A Bíblia nos diz que Ele estará voltando para fazer justiça. Suas vestes estarão com manchas de sangue. Ele vai destruir nações. Ele vai impor Sua vontade com vara de ferro.
Estamos preparados para esse Yeshua?
Ele vai julgar indivíduos e nações, conforme lemos em Mateus 25. As nações serão divididas em nações de ovelhas e nações de bodes em grande parte com base no modo como trataram Seu precioso Israel.
Ele abençoará aqueles que abençoam Israel e amaldiçoará aqueles que o amaldiçoam.
Nossa fé cristã — e nossa própria redenção — foi construída num alicerce de promessa feita pelo Deus de Abraão, Isaque e Jacó. Sem uma compreensão e apreciação dessa conexão, nossa fé nem faz sentido. Nosso Salvador não apareceu de repente certo dia em Belém 2.000 anos atrás sem nenhuma expectativa. Ele veio como o messias judeu há muito tempo esperado, o Rei dos Judeus, da linhagem de Davi, e Ele no final reinará no trono de Davi por 1.000 anos no futuro.
A propósito, Ele não veio para começar uma nova religião chamada Cristianismo. Ele veio para cumprir a lei e os profetas e oferecer salvação aos judeus e aos não judeus igualmente.
Se você crê que a Bíblia é a infalível Palavra de Deus, você também reconhecerá que quando Ele voltar você, eu e outros crentes vamos guardar o Sábado e observar a Festa dos Tabernáculos. Estaremos visitando Jerusalém regularmente — e se não visitarmos, não haverá chuva alguma. Acho que alguns cristãos vão ficar chocados com o fato de que, no reino de mil anos, o centro de nossa vida será Israel.
Quantos cristãos nos Estados Unidos hoje realmente compreendem a realidade de que nosso Deus e Salvador é judeu? Ele não estará comendo sanduíches de presunto nas lanchonetes das igrejas.
Quantos de nós O reconheceremos quando Ele voltar?




sábado, 25 de fevereiro de 2012

Rússia versus Ocidente em Um novo Cenário Religioso





Título Original: Rússia e Ocidente: entre a manipulação e a perseguição

Artigo postado em  21 de fevereiro de 2012 no blog do Júlio Severo - www.juliosevero.blogspot.com


I

Comentário de Julio Severo: No sistema político da antiga União Soviética, os cristãos eram implacavelmente perseguidos, e escolas e governo estavam a serviço de uma ideologia centrada no homem, com consequências terríveis para os cristãos. Não dá para dizer que hoje a Rússia é cristã no melhor sentido da palavra, mas em comparação com o Ocidente, que está cada vez mais hostil aos cristãos, a Rússia está começando a sobressair. Isso me faz recordar uma passagem da Bíblia onde o próprio Deus denuncia que a nação que tinha uma aliança com ele, Israel, havia ficado pior do que as perversas nações vizinhas: “Mas Israel se revoltou contra os meus mandamentos e acabou se tornando mais perverso do que as outras nações, mais desobediente do que os povos que estão em volta dela. Israel rejeitou os meus mandamentos e não quis guardar as minhas leis.” (Ezequiel 5:6) Esse é exatamente o caso quando olhamos para os EUA e Europa, onde escolas e governo estão agora a serviço de uma ideologia centrada no homem, com consequências terríveis para os cristãos. Não tenho a menor dúvida de que Putin tem más intenções, assim como Obama, o presidente dos EUA, tem más intenções, algumas das quais são patentes e tangíveis, como impor a ideologia do aborto e do homossexualismo no mundo inteiro. Assim, os cristãos ficam no fogo cruzado das más intenções de duas grandes potências. Se ficarem com a Rússia, serão inevitavelmente manipulados. Se ficarem com os EUA e Europa, serão perseguidos, especialmente considerando o fato de que a Europa e o EUA estão cada vez mais se aliando e fazendo as vontades dos maiores perseguidores de cristãos do mundo: os muçulmanos… Penso que temos de aproveitar o melhor das duas e jogar fora o pior.
O artigo abaixo é do escritor americano Don Hank:
Por que a Rússia e o Ocidente inverteram os papéis?
Rússia, o Ocidente e os cristãos perseguidos
Don Hank
Há evidência de que a Rússia está, seja lá por qual motivo for, interessada em proteger os cristãos. Umartigo na Interfax traz o título “Putin se compromete que Rússia defenderá os cristãos perseguidos em outros países”.
Então, até que ponto os russos estão sendo sinceros? Tem havido uma abundância de comentários sobre o assunto aqui nos Estados Unidos, em grande parte atacando a Rússia por defender seus próprios interesses sob o pretexto de preocupações com os cristãos. Quem sabe?
Mas eis algumas coisas a se considerar:
1) Até mesmo na União Soviética ateísta, as igrejas que haviam sofrido bombas na guerra foram restauradas com amor e sacrifício, com um custo enorme para a nação, como foram outros lugares de valor cultural. O governo russo pode ter criticado publicamente o Cristianismo, mas o povo russo não teria tolerado a destruição física das igrejas ortodoxas russas. Ora, eu cheguei a visitar uma dessas igrejas em Leningrado (nome que agora foi revertido para São Petersburgo), que foi, lamentavelmente, transformada no tão chamado Museu da Religião e Ateísmo, um exemplo deplorável de sacrilégio e blasfêmia descarada. Mas o edifício inteiro e suas mobílias, inclusive imagens, estavam em condições excelentes. Diferente da China de Mao, os objetos tradicionais e antigos não foram destruídos, muito pelo contrário.
2) A oposição russa à intervenção ocidental em Kosovo tinha também raízes culturais e religiosas. A população eslávica ali é e era majoritariamente russa ortodoxa, com cultos geralmente realizados no eslavônio eclesiástico, uma variante arcaica do russo. Vamos nos lembrar dos temas de arrependimento cristão na novela Crime e Castigo, e da mensagem pró-cristã de Anna Karenina de Tolstoy. Ambos os livros eram impressos e publicados na União Soviética e estavam disponíveis para o público a preços baixos em toda a história soviética. (Sei disso porque comprei meus exemplares diretamente da União Soviética, e por uma bagatela.) O nome Raskolnikov, o protagonista de Crime e Castigo, vem de “raskolniki,” uma seita cristã perseguida da Rússia do século XVII que estoicamente sofreu torturas excruciantes por sua fé. A alma russa identifica-se com os cristãos perseguidos, principalmente os cristãos ortodoxos perseguidos, mas por extensão, com todas as variedades de Cristianismo.
4) Em Moscou e São Petersburgo, os prefeitos têm se oposto às paradas gays, se recusando a conceder autorização e até prendendo ativistas gays que desafiaram a lei para realizar as paradas. Isso tem a ver com a cultura, já que está ligado à variedade eslávica do “machismo”, e com a religião. É difícil separar a doutrina bíblica sobre a homossexualidade (que nunca morreu entre o povo) de um fenômeno puramente cultural, mas ao recusar autorizações para eventos homossexuais, os governos locais sem dúvida levam em consideração o respeito e amor do povo pela família tradicional. Contraste isso com as escolas ocidentais que ensinam sujeira e perversão para as crianças como se fossem algo divino a ser adorado e amado.
5) A Rússia se opôs à intervenção ocidental no Egito, Líbia e agora na Síria, especificamente expressando preocupações com o destino da população cristã ali.
Agora, você pode argumentar que a Rússia está preocupada apenas com seus próprios planos políticos, temerosa de sua própria inquieta população islâmica e como eles responderão ao que resultar da situação síria, ou com questões econômicas ou coisas do tipo. Pode haver alguma verdade nisso.
Mas uma coisa é certa. Embora as autoridades russas estejam tendo a coragem de lamentar o sofrimento dos cristãos no Oriente Médio, as autoridades de nossos países “cristãos” não disseram absolutamente nada sobre o sofrimento dos cristãos durante as duas últimas décadas de intervenções militares ocidentais que trouxeram como consequência perseguição, exílio e assassinato de cristãos no exterior.
Qualquer que seja o motivo ou razão, os primeiros agora são os últimos e os últimos são os primeiros.



sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Direita Criativa....






DIREITA  CrIaTiva

Uma ideia apenas, um projeto futuro talvez: Buscar estratégias do Alto para fazer a Guerra Cultural com Sabedoria, Firmeza e Amor.