TÍTULO ORIGINAL: Silas Malafaia e seu apoio a FHC, Lula e Serra
FONTE: WWW.JULIOSEVERO.COM
Na ausência de um profeta Elias ou de um João Batista no Brasil, façamos o que Jesus nos ensinou: “Por isso vocês devem obedecer e seguir tudo o que eles dizem. Mas não imitem as suas ações, pois eles não fazem o que ensinam.”
Julio Severo
“Acabe para rei de Israel. Apoio: Profeta Elias”. Tal mensagem jamais poderia aparecer num cartaz político do Israel antigo, não só porque não havia cartazes naquele tempo, mas também porque o profeta Elias nunca apoiou politicamente o rei Acabe.
A missão de Elias era chegar ao rei e dizer: “Assim diz o Senhor…” E ele cumpria fielmente seu chamado, entregando recados divinos, que eram geralmente repreensões.
Os profetas de Deus davam a vida por seus ministérios. Eles falavam aos reis o que deveria ser falado, doesse a quem doesse. E doía mesmo. E eles pagavam caro.
Consigo imaginar Elias nos nossos dias, chegando a FHC e Lula, e dizendo com autoridade: “Você está em pecado contra Deus e contra o povo do Brasil. Seu governo está promovendo o aborto e o homossexualismo, que são abominações diante de Deus. Arrependa-se e cesse suas políticas de iniquidades!”
Posso ver esses homens vermelhos ficando mais vermelhos, de fúria, e dizendo: “Insolente! Como ousa, como se atreve a me repreender? Só por isso, mandarei cancelar sua concessão de rádio e TV. Seu programa de TV já era!”
Assim, Elias quebraria completamente a tradição no Brasil de líderes evangélicos que apoiam políticos a fim de receber favores. As repreensões proféticas de Elias aos governantes o fariam perder tudo!
Contudo, o Brasil não tem nenhum líder cristão com essa ousadia diante dos “reis”. Todos os pastores, bispos e outros líderes só se aproximam dos “reis” do Brasil para ganhar favores, de uma forma ou e outra, não para entregar recados divinos, muito menos repreensões divinas!
Por que entregar recados e perder tudo?
Temos uma missão a cumprir, até mesmo no meio político, mas muitas vezes nos esquecemos, e Deus pode usar as pessoas mais inesperadas para nos lembrar de nosso chamado.
Reinaldo Azevedo se tornou uma dessas pessoas. Ele é um católico que trabalha como colunista da revista Veja. Ele apoia a adoção de crianças por duplas gays. Ele não é profeta, mas ele fez algumas “revelações” que são importantes para os cristãos do Brasil. Ele declarou que um dos homens mais sinistros do PT:
1. Revelou que não existe mais oposição nenhuma para o avanço das metas do PT no Brasil. A oposição ao PT está liquidada.
3. Declarou que o PT está se preparando para um confronto com essas igrejas midiáticas.
Eu gostaria que houvesse no Brasil alguns Elias para esse confronto, homens com a integridade de João Batista, que não teve medo nenhum de dizer a um rei: “Você está pecando contra a Lei de Deus ao cometer adultério!”
O PT, com sua obsessão de institucionalizar o aborto e o homossexualismo, está se preparando para um futuro confronto com as igrejas, porém não temos nenhum Elias nem João Batista.
1. Igrejas e líderes que seguem o PT por oportunismo, para não perderem suas rádios e TVs. A maioria deles são neopentecostais.
2. Igrejas e líderes que seguem o PT porque, descaradamente ou não, são petistas porentendimento ideológico. A maioria deles não são neopentecostais.
É dentro dessa realidade de liderança espiritualmente enferma que os evangélicos do Brasil têm de atuar.
Em resposta às declarações do homem sinistro do PT, Silas Malafaia se pronunciou dizendo: “Não demonizo partido político nenhum. Como todos sabem, já votei em Fernando Henrique, Lula e Serra.”
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| Malafaia: Mais do que só votos para conhecidos políticos anti-família |
Pode uma declaração assim refletir o espírito de um profeta? Elias nunca teve seu nome registrado num cartaz de apoio político ao rei Acabe. Em contraste, Malafaia não apenas votou em políticos pró-aborto e pró-homossexualismo. Só isso já seria um erro suficientemente preocupante para um líder cristão. Ele fez muito mais do que isso: ele deu seu nome para panfletos de apoio a esses políticos. Ele levou, por seu mau exemplo, multidões de pessoas a votar nos políticos mais pró-aborto e pró-homossexualismo do Brasil e do Rio de Janeiro. Foi, por exemplo, o que ocorreu em 2002, onde ele, junto com muitos outros líderes evangélicos, assinou documento público de apoio a Lula, com todas as consequências que hoje conhecemos muito bem e que um profeta genuíno teria visto de longe.
Naquela época, denunciei a aliança evangélica pró-Lula que envolvia a união de igrejas tradicionais (Nilson Fanini, Guilhermino Cunha, Robson Cavalcante, etc.), pentecostais (Jabes Alencar, Silas Malafaia, etc.) e neopentecostais (Marcelo Crivella, Estevam Hernandes, Robson Rodovalho, etc.).
Enquanto os líderes evangélicos mais poderosos do Brasil estavam apoiando Lula e o futuro governo petista, eu estava clamando no deserto. (Em 2002, o presidente de uma denominação evangélica chegou a exigir que eu não mais lhe enviasse e-mails “criticando” Lula e seu histórico ideológico, deixando claro que ele, como membro de carteirinha do PT, estava muito ofendido com meus alertas.)
Mesmo depois de ver todos os ataques à família brasileira no primeiro mandato de Lula, Malafaia apoiou sua reeleição, mostrando um lado obstinado e cego de seu caráter evangélico. Nessa altura, em 2006, a obsessão pró-homossexualismo de Lula estava bem patente, nacional e internacionalmente. Se ele estava tentando ser um moderno rei Acabe, ele conseguiu. Ainda assim, em vez de levar um recado de repreensão para Lula, Malafaia preferiu, conscientemente e bem informado, levar apoio político. Se ele estava tentando ser um profeta, não conseguiu.
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| Manifesto evangélico publicado, em 2002, no site do PT, com lista parcial dos pastores que assinaram. Nome de Malafaia consta como um dos primeiros. O manifesto foi transformado em panfleto e distribuído às igrejas. |
Por isso, o certo não era Malafaia dizer limitadamente em sua declaração pública: “Votei em Fernando Henrique, Lula e Serra” — esquecendo-se de mencionar Sérgio Cabral, o governador mais pró-aborto e pró-homossexualismo da história do Rio de Janeiro.
A declaração de Malafaia deveria incluir o que ele realmente fez: “Votei, apoiei e promovi, com meu nome assinado, todas essas criaturas, inclusive Lula, o presidente mais pró-aborto e pró-homossexualismo da história do Brasil”. Ele também deveria ter dito: “Incentivei multidões de pessoas a votar nos políticos mais pró-aborto e pró-homossexualismo da história do Brasil e do Rio de Janeiro”. Seria duro confirmar essa verdade, assim como seria desagradável Elias dizer: “Eu, como profeta do Senhor, votei, apoiei e promovi, com meu nome assinado, Acabe, o rei mais pró-aborto e pró-homossexualismo da história de Israel, e incentivei todo o povo de Israel e votar nele”.
Malafaia também disse: “Voto em pessoas e não em partidos”. Isso justifica votar, apoiar e promover sistematicamente pessoas que têm histórico ideológico contra a família e contra o Cristianismo? Isso justifica incentivar multidões de evangélicos a votar em pessoas que têm histórico ideológico contra a família e contra o Cristianismo?
É paranoico lutar contra o aborto e o homossexualismo e votar, apoiar e promover políticos que promovem esses males. É igualmente paranoico lutar contra o aborto e o homossexualismo e incentivar igrejas a votar nesses políticos. É como alguém que luta contra um grande incêndio, mas de vez em quando joga gasolina na fogueira. É como ver um cão correndo tentando agarrar o próprio rabo.
Elias era um homem que lutava contra os incêndios da iniquidade social sem jogar gasolina na fogueira. Mas o Brasil não tem esse tipo de homem.
O que o Brasil tem, majoritariamente, são 1) cristãos que votam e promovem o PT ou outros partidos socialistas (PSDB, PSOL, etc.) e se calam, e 2) cristãos que votam e promovem o PT ou outros partidos socialistas (PSDB, PSOL, etc.) e não se calam.
Ficar em silêncio diante da institucionalização do pecado é pecado! Abrir a boca contra a institucionalização do pecado e promover quem a faz é melhor do que o silêncio, mas é também pecado.
Entretanto, como o Brasil não tem um Elias ou João Batista, ficamos com a opção imperfeita de apoiar líderes cristãos que pelo menos abrem a boca. Esse é o caso de Malafaia. Embora ele tenha jogado muita gasolina na fogueira que está combatendo, pelo menos ele não está como muitos outros, que igualmente jogaram muita gasolina na fogueira e hoje silenciam ou amenizam os perigos da fogueira.
Claro que o Brasil precisa de um homem que abra a boca sem jogar gasolina na fogueira. Esse seria o ideal de Deus. Um homem que denuncia o pecado e diz aos “reis” do Brasil: “Assim diz o Senhor”. Um homem que, mesmo perdendo suas concessões de rádio e TV, proclamaria suas mensagens nas esquinas das ruas ou nas esquinas da internet.
Na ausência de um profeta Elias ou de um João Batista no Brasil, façamos o que Jesus nos ensinou:
“Por isso vocês devem obedecer e seguir tudo o que eles dizem. Porém não imitem as suas ações, pois eles não fazem o que ensinam.” (Mateus 23:3 BLH)
Essas palavras de Jesus podem também ser parafraseadas assim:
“Por isso vocês devem obedecer e seguir tudo o que eles dizem em defesa da família. Mas não imitem as suas ações de votar, apoiar e promover políticos anti-família, pois eles não fazem o que ensinam.”
Uns consentem só com ações; outros com palavras e ações. Portanto, saibamos discernir o que fazer diante das omissões totais ou parciais.
Quando eles nos ensinarem contra o aborto e o homossexualismo, ouçamos e pratiquemos.
Mas não imitemos as ações deles. Quando eles votarem em políticos anti-família, não os imitemos.
Quando eles apoiarem e promoverem políticos anti-família, não os imitemos.
Lembremo-nos de suas palavras e mensagens em defesa da família, mas não imitemos o que fazem em épocas de eleição, jogando gasolina na fogueira. Ignoremos completamente suas irresponsáveis indicações políticas quando não praticam o que pregam. Afinal, essa foi a ordem de Jesus: seguir o que eles ensinam de bom e não imitar o que fazem de hipócrita.
Por isso, em obediência às palavras de Jesus, sigamos tudo o que Malafaia e outros ensinam sobre aborto e homossexualismo, mas não imitemos suas ações. Defendamos tudo o que Malafaia ensina em defesa da família, mas não o imitemos quando ele joga gasolina na fogueira. Pelo contrário, vamos jogar água na fogueira, repudiando indicações políticas irresponsáveis.
Este artigo não é uma crítica, mas um esclarecimento necessário após várias defesas que fiz da postura antiaborto e anti-homossexualismo de Malafaia.
Ele está indo muito bem na defesa da família. Só suas fraquezas políticas é que têm sido uma grande armadilha para ele e para os evangélicos do Brasil.
Em matéria de valores morais, Malafaia tem sido um excelente conservador: ele tem conservado muito bem os padrões bíblicos. Mas em matéria de política, ele tem sido tudo, menos bíblico e conservador.Como ministro do Evangelho, seu único papel na política é levar os políticos ímpios a Deus e ao arrependimento, não levar multidões de evangélicos aos políticos ímpios, como ele tem feito sistematicamente.
Apesar de tudo, ajude Malafaia a defender a família, e o Brasil será grandemente abençoado. Mas se você seguir as indicações políticas dele, você poderá acabar jogando gasolina na fogueira, e o Brasil poderá ter outros Lulas e Cabrals, loucamente obcecados pela destruição da família.
1. Não demonizo partido político nenhum. Como todos sabem, já votei em Fernando Henrique, Lula e Serra. Voto em pessoas e não em partidos, porque todos eles possuem ideologias que ao serem confrontadas com a nossa fé, ficam devendo.
2. Não tenho autoridade para falar em nome dos evangélicos, mas creio que posso interpretar a opinião da maioria. Nós evangélicos não estamos em guerra com nenhum partido político, somos a favor do Estado Laico, das garantias individuais e de ampla liberdade de imprensa.
3. A questão do PT é que eles defendem a legalização do aborto, das drogas, a união civil homossexual, com destaque para aprovação do PL122, que além de ser uma afronta a Constituição, privilegia os homossexuais. Fora tentar de todas as formas ensinar o homossexualismo nas escolas através do Kit Gay. Isto é o que o PT tem lutado para aprovar no Congresso Nacional, bem como defendido em documentos divulgados pelo partido.
4. Os ideólogos desse partido entre os quais se inclui o senhor Gilberto de Carvalho, não engolem a postura firme dos evangélicos em combater o lixo moral que o PT defende, e para ser justo e honesto, outros partidos políticos defendem a mesma coisa.
5. Se o PT quer confronto com os evangélicos vão perder tempo porque nós não lutamos no dizer do Apóstolo Paulo, contra a carne e o sangue, mas sim contra principados, potestades, príncipe das trevas, hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. Não estamos disputando ideologicamente nada com ninguém. O que fazemos é pregar o Evangelho que transforma o homem na sua totalidade: biologicamente, psicologicamente, socialmente e espiritualmente. Se isto incomoda o PT, “azar o deles”. Não vamos abrir mão de nossas convicções seja por pressão ou por coptação. A Igreja de Jesus é invencível, quem se levantar contra Ela vai cair.
6. Quero deixar um alerta ao povo evangélico, chamando a atenção da liderança. Os métodos que eles utilizam são dois. Primeiro: ou conquista você com as benécies do poder. Segundo: ou montam dossiês e fabricam calúnias e difamações para desqualificar as pessoas. Não se espantem se amanhã tiver notícias em jornais para incriminar líderes evangélicos, e sem nenhuma presunção, ou orgulho, sei que eu sou um dos principais. Só que ao utilizarem o segundo método vão verificar que o povo de Deus segue a Jesus e não a homens. Isto vai fortalecer a fé do povo e fazer com que a Igreja cresça ainda mais. A história confirma o que acabo de dizer.
7. Quero ser repetitivo para marcar muito bem a minha posição. Não demonizo partido político e se tiver que votar em alguém do PT farei isto sem nenhum problema. Como disse anteriormente, eu voto em pessoas e não em partido político. Por favor, peço ao povo evangélico que divulgue o máximo que puderem toda esta matéria. A Bíblia diz que a única coisa que pode destruir o povo de Deus é a falta de conhecimento (Oseias 4:6). O povo evangélico precisa conhecer o que está acontecendo.